Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 01/09/2021

A obra Vidas Secas de Graciliano Ramos retrata o sertão nordestino, suas secas e como isso afeta a vida dos moradores locais, fazendo-os migrar periodicamente em busca de melhores condições de vida. Dessa maneira, faz-se necessário analisar a negligência quanto ao direito a água por parte do governo e como o agronegócio influência em sua escassez.

Assim sendo, a Organização das Nações Unidas (ONU) diz que todo ser humano tem direito a água limpa e potável para que possa gozar plenamente de seus outros direitos. Entretanto, o direito à água se vê invalidado ao analisar a situação dos retirantes, como, por exemplo, na obra Vidas Secas, aonde os indivíduos não contavam com nenhuma assistência governamental e precisavam ficar vagando em busca de suprimentos e água potável. Posto isso, a situação apresentada na obra é problemática por não somente infringir um direito humano, mas por mostrar o descaso do governo quanto a garanti-lo à sua população.

Outrossim, o agronegócio brasileiro é o maior vilão quanto ao desperdício de água. Sendo assim, de acordo com o site Rede Globo, o agronegócio é responsável por 70% do desperdício de água, o que torna evidente a necessidade da elaboração de novas técnicas de irrigação e mantimento das colheitas para que assim, haja um menor desperdício e melhor distribuição de água no território brasileiro. Logo, o setor do agronegócio necessita de maior investimento quando ao desenvolvimento científico, para que recursos não renováveis sejam economizados.

Tendo em vista os fatos supracitados, faz-se notória a necessidade de uma reforma no setor agrícola e na distribuição de água no território brasileiro para que situações como as retratadas na obra Vidas Secas se tornem anacrônicas. Portanto, urge ao Ministério da Agricultura, em conjunto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a elaboração de novas técnicas, por meio de verbas governamentais, que busquem diminuir o desperdício de água no setor agrícola para que a mesma possa ser redirecionada para o setor populacional. Cabe ainda ao Governo, em conjunto a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, uma melhor distribuição de água em todo o território, por meio de planos de distribuição e verbas governamentais, para que o direito a água, conforme a ONU declarou, seja efetivado.