Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 26/08/2021
No artigo 3º, Inciso II, da Constituição Brasileira, diz que é objetivo do Estado garantir o desenvolvimento nacional do país. Entretanto, ao analisar que parte da sociedade carece de água para sobreviver, enquanto o setor da agropecuária desperdiça uma quantidade enorme de água por dia, nota-se que a sociedade brasileira ainda está distante de experimentar tal desenvolvimento. Com efeito, é necessário desconstruir a negligência das entidades públicas acerca da crise hídrica e o desperdício indevido de água.| O documentário americano “cowspiracy” da plataforma netflix, mostra que o setor da agropecuária é o detentor de maior parcela de água desperdiçada no mundo. Tal fato reflete diretamente na precariedade de água que as populações mais carentes enfrentam não só para o consumo dessa água mas também para a higiene pessoal. Nesse viés, nota-se que os recursos hídricos não são distribuídos igualmente na sociedade. Logo, atitudes devem ser tomadas para mudar esse quadro.| Outrossim, a negligência das entidades públicas contribui para a crise hídrica, sobretudo no quesito do sistema de saneamento básico mal definido no Brasil. Sob essa ótica, é interessante evidenciar o livro “Capitães de Areia” de Jorge Amado, no qual mostra o descaso do governo com a população ao não promover políticas públicas de saneamento básico. Analogamente, tal fato, apesar de fictício, se assemelha à situação que a população brasileira vive, na medida em que o governo se mostra omisso para criar mecanismos de redistribuição de água e, consequentemente, fornecer um programa de saneamento básico eficaz.| Impende, pois, que para combater o problema da crise hídrica no Brasil, o Governo Estadual deve criar mecanismos para a redistribuir os cursos de água por meio da fiscalização da quantidade de água que vai para cada setor e deve aplicar multas para quem ultrapassar o limite de uso diário da mesma, a fim de reduzir o desperdício e promover um programa de saneamento básico eficaz. Dessa forma, gradualmente, a sociedade brasileira experimentará o desenvolvimento nacional do país, como está na Constituição.