Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 27/08/2021
No filme rango lançado em 2011, é retratada a vida de um camaleão que era tratado como um animal de estimação que ao decorrer da historia se depara com uma realidade diferente do que ele vivia; a maior parte do cenário se passa no oeste, uma cidade seca e sem abastecimentos hídricos cuja maioria da população é pobre, com exceção dos animais mais ricos e do prefeito a qual detinha todo o controle da água. Nesse sentido a trama revela que a situação de escassez de agua favorecia com a persistência da desigualdade e da pobreza. Fora da ficção, fica claro que a realidade transmitida no filme pode ser relacionada com o século XXI que é a ausência de agua potável, segura e sua importância, e os impactos que ela traz consigo.
Em primeiro lugar é importante destacar que a ausência da agua potável e segura para consumo ainda é uma realidade para milhares de pessoas. Segundo o professor de ciência ambiental Pedro Roberto Jacobi, a questão da agua precisa ser coletiva e não individualista, e que os maiores consumidores devem ser mais cobrados do que aqueles que consomem pouco, o professor chama a atenção para a falta de mobilização da sociedade para discutir o assunto e defende que o Estado deve incentivar a inserção da população. Assim fica nítido o quanto ainda precisa ser discutida a questão da agua e a sua importância para o consumo diário.
Consequentemente a escassez da agua gera desigualdade pela má distribuição do bem comum. Segundo a OMS cerca de 50 à 100 litros de agua, são necessários por pessoas para satisfação das necessidades básicas diárias. Paralelamente há regiões onde a situação de falta d’água já atinge índices críticos de disponibilidade, como nos países do Continente Africano, onde a média de consumo de água por pessoa é de dez a quinze litros por pessoa. Já em Nova York, há um consumo exagerado de água doce tratada e potável, em que um cidadão chega a gastar dois mil litros por dia. Logo se observa a desigualdade como um dos impactos que a escassez de agua traz, em que países ricos utilizam a agua em excesso e os mais pobres não tem o mínimo para consumo básico.
Portanto é preciso que o Estado e a ONU tome providencias para amenizar a situação atual. Para a igualdade e melhoria do consumo de agua urge que, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) incentive a população a economizar e evitar desperdício de agua, por meio de propagandas de conscientização e programas que ajude quem não tem acesso a agua potável e tratada; dentre algumas estratégias que o Estado pode tomar está a dessalinização da agua do mar e transposição de rios. Deste modo será possível que haja mais igualdade na distribuição de água, assim como o professor Jacobi disse, conseguiremos que a água seja um bem coletivo e não individual.