Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 03/09/2021
No filme baseado em fatos reais “O menino que descobriu o vento”, é mostrado a vida do jovem William Kamkwamba, que, por conta das terras secas de seu vilarejo, descobriu uma forma de usar a energia eólica para assegurar a irrigação das colheitas e o sustento de um povo carente de alimentos. Saindo do filme e entrando na realidade do século XXI, é comum observar várias ações como alternativas para combater os impactos da escassez de água em determinados lugares, sendo perceptível que a falta desta é estimulada pelo consumismo exarcebado incentivado pela mídia. À vista disso, é preciso analisar essa problemática e seu impacto, bem como soluções para tal questão.
Convém ressaltar que embora a esfera midiática tenha proporcionado vários benefícios para o povo, ela, ultimamente, tem potencializado o incentivo ao consumo na população. Essa problemática do consumismo pode ser explicada pelo conceito de “Água virtual”, criado pelo professor John Anthony Allan, o qual faz referência a quantidade de água que é incorporada diretamente ou indiretamente no processo de produção de produtos. Nessa perspectiva, o modo como a sociedade é incitada a consumir, seja por meio de roupas que estão na moda ou móveis que facilitam as tarefas domésticas, abre espaço para que a devastação do meio ambiente seja realizada de forma rápida e avassaladora. Como consequência desse descarte abundante de água, tem-se os impactos negativos provenientes dessas ações, como a redução de terras agricultáveis, que desencadeiam a baixa produção e oferta de alimentos, tal qual o aumento do preço destes e a expansão da fome nesses locais. Dessarte, a insuficiência de água acarreta implicações sociais preocupantes para o futuro da população mundial.
Infere-se, portanto, a necessidade da imprensa tomar uma atitude quanto aos impactos da escassez da água no século XXI. Para tanto, essa, pela capacidade que tem de amplo alcance populacional, deve, por intermédio de frequentes propagandas em horários nobres nos veículos midiáticos, como a televisão, as rádios e a internet, instigar o senso de responsabilidades social dos cidadãos para com o meio ambiente, a fim de que esses sejam, sobretudo, informados e tenham consciência da relação que o consumo tem com a natureza. Somente com essas medidas que a brilhante invenção do jovem William não precisará se repetir.