Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 27/08/2021
Após a Revolução Industrial, o mundo transformou-se no que tange às esferas econômica e social. Consoante a isso, é evidente que o avanço tecnológico iniciado no final do século XIX corroborou o princípio da crise hídrica na conjuntura global. Nesse sentido, sabendo-se que a água é indispensável para a manutenção da vida na terra, fica implícito que a falta dessa provoca problemas vultuosos e irreversíveis no que se refere à sobrevivência dos seres vivos. Diante disso, é inegável relacionar a escassez vigente à negligência governamental em conter os desperdícios recorrentes da indústria, a qual é a principal causadora da carência desse bem essencial na contemporaneidade.
Em primeiro lugar, é bom ressaltar que, além da defasagem ética praticada pelas fábricas em inspecionar a quantidade de água utilizada nesses meios, o cotidiano do homem contemporâneo também possui importância ao se tratar da temática. A Unesco, portanto, criou regras que devem ser seguidas para que o uso da água não ultrapasse dados assustadores no ano de 2050, contudo, ao analisar o contexto atual, é evidente que essas não estão sendo cumpridas, uma vez que, diariamente, a sociedade utiliza 34% a mais de água do que é realmente necessário. Analogamente, a ideia defendida por Jean-Jacques Rousseau de que os meios corrompem o homem, relaciona-se ao crescente consumo realizado pela coletividade, haja vista as imposições ditadas no mundo globalizado que se tornam, erroneamente, indispensáveis.
Outrossim, é necessário constatar que a água potável segura e saneamento adequado são essenciais para o desenvolvimento sustentável. Porém, o Estado omite tais precauções para a população do país. Portanto, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 4,5 bilhões de pessoas não dispõem de saneamento básico seguro no mundo, o que ameaça à segurança hídrica no atual século XXI. Nessa perspectiva, as regiões periféricas e comunidades carentes se encontram em situação decadente e restritas ao acesso de água limpa, o que proporciona péssimas condições de vida aos habitantes. Dessa forma, acaba por comprometer o bem-estar desses indivíduos e colabora para a proliferação de várias doenças dentro desse cenário.
Diante desses impasses, torna-se evidente, portanto, a iminência em cessar essa problemática. Em razão disso, a União por meio de projetos comunitários, deve promover a efetivação dos sistemas de saneamento nas regiões mais necessitadas do país, a fim de garantir o acesso à água limpa e a estabilidade da população. E por fim, a Mídia deve implementar políticas públicas que visem a conscientização dos cidadãos e busquem induzir as indústrias a estabelecerem métodos de reaproveitamento da água e conter os gastos do consumo.