Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 27/08/2021
O filme Wall-E, produzido pela pixar, retrata sobre sobreviventes que tiveram que recorrer à naves espaciais devido a escassez de água e de oxigênio. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que a escassez de água é uma não esta presente somento no Nordeste, mas em todo o Brasil, devido ao vasto consumo por parte da agricultura e ao desperdício, que gera efeitos à população.
Em primeira instância, deve-se ressaltar a ineficiência do estado no que tange a garantia do saneamento básico, em diversas regiões brasileiras, é um revés, sendo evidenciado pelo mau processamento da água, falta de encanamento e o seu despejo inadequado, como em rios e próximo a habitações. Em virtude disso, o consumo de sua forma não potável gera, sobretudo, danos ao organismo, ocasionando patologias como a amebíase, que causa danos ao trato intestinal.
Ademais, e acordo com a Organização das Nações Unidas, cada indivíduo necessita de 110 litros de água para consumo e higiene. No entanto, no Brasil, o consumo ultrapassa 200 litros. Nesse sentido, bilhões de litros de água são desperdiçados em descargas, chuveiros, lavagem de calçadas, o que leva à escassez desse recurso natural. Por conseguinte, a falta de água tem impacto na produção de energia proveniente de hidrelétricas. Uma vez que os reservatórios secam, pode faltar energia elétrica em várias regiões do país.
Infere-se, portanto, que mudanças são necessárias para que a economia de água seja efetivada. Os produtores agrícolas devem, então, investir em novas técnicas de irrigação, como a de gotejamento, em que a distribuição de água sobre a plantação é feita pelo derramamento de gotas ao invés de um fluxo constante, a fim de que se evite desperdício. Cabe ao Poder Público a criação de um programa de selos de eficiência hídrica para descargas, chuveiros e torneiras, semelhante ao selo Procel de eficiência energética, para que os cidadãos optem por produtos cada vez mais econômicos.