Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 26/08/2021
Graciliano Ramos, em sua renomada obra “Vidas Secas” conta sobre uma família de retirantes buscando sobrevivência longe da seca nordestina, evidenciando a necessidade de água para a vida humana. Pouco mais de meio século posteiror à publicação do livro, o acesso a água ainda é restrito para determinadas pessoas, fato que levanta a discussão sobre quais impactos a escassez desse importante recurso para a vida traz ao século XXI. Portanto, busca-se compreender quais problemas a falta de água pode gerar, a fim de propor uma medida que melhore a qualidade de vida das pessoas que carecem de seu acesso.
Em primeira instânica, é preciso compreender que a existência humana está diretamente relacionada com a disponibilidade de água. Tales de Mileto, matemático e filósofo da Grécia Antiga, afirma que a água é a matéria-prima responsável pela origem do universo, se referindo ao fato de que, sem água, tudo morreria. Assim como as primeiras civilizações da Mesopotâmia surgiram em decorrência da abundância hídrica, atualmente os povos ainda não viveriam nem se desenvolveriam sem água.
À luz desse pensamento, no século XXI, a falta de água gera impactos tais como o aumento da pobreza e da fome, explicitando que a estratificação social apresenta riscos para a vida das camadas baixas da sociedade. Isso pois o acesso a água está interligado com o fator qualidade de moradia e de vida, inacessíveis para a população mais pobre. No filme “O Menino Que Descobriu O Vento”, de Chiwetel Ejiofor, há uma análse sobre essa relação entre miséria, fome e falta d’água, demonstrando como o acesso a esse recurso aumenta a qualidade de vida, diminuindo a miséria e a fome. Sob tal ótica, a abundância hídrica em regiões desenvolvidas, em contraste com grandes períodos de seca em regiões pobres, evidencia que as desigualdades sociais são impactos gerados por essa discrepância, assim como resultado de diverosos outros fatores econômicos e sociais como a má distribuição de renda e terras, e todos esses aspectos contribuem para a pertinência desse problema de inacesso ao recurso.
Em suma, a escassez de água ainda é um impacto enorme e suas consequências são igualmente desastrosas. Como forma de inversão desse quadro, propõe-se uma medida plausível para buscar a redução desse problema: a criação de empresas estatais de captação e distribuição de água para comunidades mais pobres, responsáveis pelo tratamento e encanamento de tal recurso, por um custo mínimo ou nulo, para facilitar o acesso para pessoas pobres, responsabilizando o Ministéiro da Economia pela criação e manutenção de tais, arrecardando fundos necessários por meio de impostos pagos pelas empresas privadas e grandes fazendeiros, visando redução das desigualdades sociais e a melhor qualidade de vida e desenvolvimento de pessoas que hoje sofrem com a escassez de água.