Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 02/09/2021
O livro “O cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a escassez de água traz impactos para a sociedade como um todo. Assim, seja pelo não atendimento aos objetivos sustentáveis, propostos pela ONU, seja pela má gestão da água no Brasil, o problema permanece afetando demasiadamente uma grande parcela da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que, nesse âmbito, a não garantia do direito à água de acordo com os objetivos da ONU, corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso porque esse recurso é fundamental para o ser humano, visto que em diversas atividades do cotidiano as pessoas utilizam esse recurso hídrico, principalmente nas tarefas domésticas, como para a limpeza, para o preparo de alimentos e para o consumo e, por isso, a ausência dele de forma disponível para o consumo reduz a qualidade de vida das populações que estão nessa condição. É possível perceber esse contexto a partir de dados da ONU e do PNUD, nos quais é expresso que uma pessoa precisa de 50 a 100 litros por dia para garantir a satisfação das exigências básicas, entretanto, os indivíduos que tem dificuldade para obter a água potável têm em média 5 litros por dia para consumir. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Ademais, destaca-se que a gestão ruim da água no país contribui para que o problema se intensifique. Isso porque o Brasil está situado entre os países com as maiores reservas de água do mundo, porém, isso não condiz com realidade vivida por grande parte da população brasileira, visto que existe uma disparidade entre as regiões quando o assunto é a distribuição desse recurso. As regiões sul, sudeste, centro-oeste e norte, principalmente, possuem reservas hídricas que atendem de maneira suficiente a demanda de consumo das respectivas populações, enquanto o nordeste é o principal desfavorecido em comparação às outras regiões, tanto pelo clima semiárido, quanto pela carência de medidas que visem uma melhora na obtenção e distribuição desse recurso para as pessoas. Desse modo, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse contexto de falta de gerenciamento.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa forma, é dever do Ministério do Meio Ambiente, desenvolver projetos e leis que visem garantir à população o direito de acesso à água potável de forma suficiente e mais igualitária. Tal ação deve ser feita por meio de campanhas, fóruns e propagandas na mídias em geral, com o intuito de amenizar os impactos da escassez de água no Brasil. Só assim, o país tornar-se-á mais igualitário e próspero.