Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 26/08/2021
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal do Direitos Humanos garante a todos os cidadãos o direito ao abastecimento de água potável. No entanto, percebe-se que esse pressuposto não é empregado adequadamente no país, em razão da atual escassez de água na sociedade brasileira, o que configura um problema a ser resolvido. Com feito, há de se examinar não somente aumento do consumo de água devido ao crescimento populacional, industrial e da agricultura, mas também o desperdício de água e a desigualdade social como fatores ligados ao agravamento da problemática em questão.
Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que diferença entre países desenvolvidos e em desenvolvimento é chocante, mostrando que a crise global da água está diretamente relacionada à desigualdade social. Na perspectiva do filósofo John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os diretos fundamentais dos indivíduos. Entretanto é notório o rompimento dessa ação no cenário mundial, visto que, segundo a Organização das Nações Unidas, 2,2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso à água potável.
Além disso, o aumento do consumo de água no século XXI aumentou em seis vezes, sendo que atualmente cerca de 26 países sofrem da crise hídrica. De acordo com o documentário Cowspiracy: o segredo da sustentabilidade, onde pesquisadores investigam como organizações ambientais lidam com impactos causados por pecuária e pesca ao redor do mundo, mostra como o consumo de água tem aumentado nas áreas de comércio. Tal conceito abordado é materializado no mundo, haja vista que a agropecuária retira anualmente 69% da água do planeta Terra, juntamente com as industrias que consomem cerca de 19%. Logo, tudo isso retarda o combate à problemática, já que a ampliação da utilização de água contribui para a perpetuação do atual quadro.
Portanto, em vista dos fatos mencionados, medidas devem ser tomadas em prol da diminuição dos impactos relacionados à escassez de água mundial. Assim, cabe ao Congresso Nacional e o Governo investir na criação de programas, de modo virtual, nas escolas, bem como em outras áreas das comunidades, que incentivem o baixo consumo de água de forma desnecessária, para que as crianças e jovens cresçam sabendo da importância da água e das formas de como economiza-la. Além da construção de reservatórios e depósitos com maior capacidade de acumular água. Desse forma, poder-se concretizar a declaração feita pela ONU.