Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 31/08/2021
A água é um elemento indispensável para a vida de todas as espécies, possuindo um enorme valor ambiental, social e econômico. No século XXI, a escassez de água vem se tornando um grave problema,principalmente, devido ao desperdício no consumo residencial e também pelo uso exacerbado do recurso na agricultura. Nesse ínterim, é importante avaliar os fatores que favorecem esse quadro e as alternativas para solucionar a adversidade.
Em primeira instância, vale ressaltar que a preservação da água é responsabilidade dos agentes econômicos, como agricultores, visto que são os maiores consumidores. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), a cada 100 litros de água consumidos, 72 são utilizados na irrigação agrícola. Ademais, há desperdício nessa área, como perdas por evaporação ou pelo excesso de água jogada nas plantas e, desse modo, caso medidas não sejam tomadas, o país pode viver uma crise hídrica, como a ocorrida em São Paulo em 2014. Além disso, de acordo com a Organização das Nações Unidas, cada indivíduo necessita de 110 litros de água para consumo e higiene. No entanto, no Brasil, o consumo ultrapassa 200 litros. Nesse sentido, bilhões de litros de água são desperdiçados em descargas, chuveiros, lavagem de calçadas, o que leva à escassez desse recurso natural. Por conseguinte, a falta de água tem impacto na produção de energia proveniente de hidrelétricas. Uma vez que os reservatórios secam, pode faltar energia elétrica em várias regiões do país.
Cabe ao Governo Federal, portanto, estimular a economia desse recurso. Para tanto, deve-se implantar a água de reuso nas indústrias e residências. Isso deve ser feito por meio de parcerias do Ministério do Meio Ambiente e das Secretarias Municipais para a construção de obras de infraestrutura para a aplicabilidade da água de reuso, água proveniente de indústrias e até do esgoto doméstico, imprópria para consumo mas que pode ser tratada. Assim, poderá ser usada na refrigeração de equipamentos nas indústrias e em descargas de vaso sanitário nas residências, a fim de minimizar a captação desse recurso na natureza, além de aumentar a disponibilidade de água potável, sobretudo nos locais em que a sua distribuição é desigual e negligenciada. Haverá, então, a sustentabilidade de Lipovetsky.