Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 26/08/2021
No mundo, apenas 3% da água total do planete é potável, ou seja, propria para consumo, sendo entorno de 2% dessa, está concentrada nas geleiras. Apesar de o Brasil ter a maior quantidade de recursos de água doce, algumas regiões e partes da população ainda não têm acesso igual à água. Além disso, a gestão inadequada dos recursos hídricos e aumento de uso contribuíram para a qualidade fraca da água, mostrando-se necessário que haja mudanças.
O país depende de modo significativo da água, gerando mais de 60% de sua energia com usinas hidrelétricas. A retirada de água do Brasil em 2010 foi de 74.830 milhões de metros cúbicos, tornando-se o país líder no ranking dos países com mais água potável no mundo, entretanto, o problema é que esse volume é desigualmente distribuído: 70% estão na Amazônia, região com menos de 7% da população nacional (existe muita água em local com poucos habitantes), 15% no Centro-Oeste, 6% no Sul e no Sudeste e apenas 3% no Nordeste,
Em síntese, a falta de água é uma realidade não só no Nordeste, mas em todo o Brasil, devido ao vasto consumo por parte da agricultura e ao desperdício, que gera efeitos à população. Por conseguinte, essa situação tem impacto na produção de energia proveniente de hidrelétricas. Uma vez que os reservatórios secam, pode faltar energia elétrica em várias regiões do país.
Dessa maneira, infere-se que mudanças são necessárias para que a economia de água seja efetivada. Diminuir o consumo de água é o primeiro passo para acabar com os disperdícios, os produtores agrícolas devem, então, investir em novas técnicas de irrigação, como a de gotejamento, Cabe ao Poder Público a criação de um programa de selos de eficiência hídrica para descargas, chuveiros e torneiras, afim de obter mais eficiência e menos gastos. É mister portanto, que haja um gerenciamento melhor dos recursos hídricos, por parte do Governo, para que a distribuição do mesmo não seja de forma desigual e de péssima qualidade.