Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 02/09/2021
A hidrosfera ocupa mais de 70% da superfície terrestre. Entretanto, 97% da água disponível no globo encontra-se nos mares e oceanos, e por serem extremamente salgadas, são impróprias para o consumo. Além disso, a distribuição dos 3% restantes de água ainda é desafiadora, tendo em vista que fatores socioeconômicos e geopolíticos são de extrema relevância no que tange a distribuição dos recursos hídricos.
Por exemplo, o Brasil é a maior reserva hidrológica do planeta. Estima-se que existam 34 milhões de litros de água para cada habitante do país. Contudo, o sistema de saneamento básico e o tratamento de esgoto brasileiro torna parte da água imprópria para o consumo. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 99% dos municípios brasileiros recebem abastecimento de água por rede. Em contrapartida, mais de 39% ainda carecem de redes de esgoto e geram, por consequência, o desperdício do recurso que apesar de abundante, é finito.
Ademais, em contraste com o cenário hídrico brasileiro, os Estados Unidos da América, detentor de um volume de água muito inferior ao Brasil, é um dos países que mais desperdiçam água no mundo. Leva-se em conta não apenas o gasto doméstico de água, mas, também, o volume usado pelas indústrias e agricultura. Isto é, as intensas atividades industriais e agropecuárias do país utilizam recursos hídricos que acabam não voltando para a hidrosfera adequadamente.
Em síntese, é necessário que a Organização das Nações Unidas elabore um plano de cooperação entre os países do globo de modo que a redução do desperdício, a garantia de acessibilidade, abastecimento e saneamento básico de qualidade sejam pautados e analisados de acordo com as condições econômicas e geográficas de cada região. Como resultado do trabalho de todas as nações, os recursos hídricos do planeta terão tempo o suficiente para se recompor e continuar abastecendo mais de 7 bilhões de cidadãos terrestres e gerações futuras.