Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 03/09/2021

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista acreditando em um Brasil utópico, no entanto, o descaso com a falta de água torna cada vez mais distante o cenário imaginado pelo protagonista. Nesse sentido, seja pela ineficiência governamental, seja descaso da população para com a questão, o problema permanece exigindo uma melhoria urgente.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que o problema ocorre devido a uma falta de distribuição eficiente de serviços referentes à água, como seu saneamento ou sua purificação. Nesse contexto, a obra “Os Bruzundangas” de Lima Barreto cita que é de cunho estatal a promoção de bem-estar social e integridade da população, exemplificado pela manutenção de condições básicas da vida, porém, tal obrigatoriedade não é observada na prática, uma vez que a população carece de necessidades básicas para sobrevivência. Desse modo, fica claro que o não enfrentamento do problema configura-se como um fator crucial para a permanência do problema e deve ser mudado o mais rápido possível.

Outrossim, a precariedade com a qual a questão da água é tratada pela sociedade se classifica como um fator imperioso na solidificação do problema. Dessa forma, segundo Dilson de Oliveira Nunes “A ignorância é a raiz de todos os males”, ou seja, a falta de atitude profilática comunitária no que tange aos recursos hídricos brasileiros resulta no agravamento da escassez d’água. Com isso, fica evidente que subutilizar a problemática torna-a nociva para toda população e precisa de uma mudança imediata.

Portanto, para que a diminuição gradativa da quantidade de água não se configure como um problema no futuro é necessário ampliar as medidas do Estado e da comunidade. Sob esse viés, cabe ao governo, como intermediador entre as causas sociais e a economia, promover um fornecimento de água mais equitário da população, por meio de investimentos nos setores de saneamento de cidades precárias, a fim de melhorar amplamente a condição de vida da sociedade, além disso, a sociedade deve instituir, por meio de vínculos midiáticos, propagandas e campanhas informativas que conscientizem todos os setores da sociedade. Somente então, notar-se-á uma significativa melhora na condição hídrica no Brasil, se aproximando do esperado por Policarpo.