Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 27/08/2021
O romance “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, retrata a vida miserável de uma familia de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar constantemente devido a castigadora seca do Nordeste. Entretanto, mesmo após diversas décadas após a publicação da obra, o cenário de escassez hídrica ainda se faz presente no século XXI. Nessa perspectiva, vale analisar os impactos da problemática em questão.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que o restrito acesso a água gera consequências para a economia brasileira, visto que afeta diretamente a agricultura, tendo influência na qualidade e no valor dos produtos cultivados. Segundo a Agência Nacional de Águas, de cada cem litros consumidos, 72 são usados na irrigação agrícola. Mostra-se evidente, portanto, a tamanha importância do recurso para o setor econômico.
Ademais, a crise hídrica abala toda a geração de energia elétrica, tendo em vista que 67% da geração no país vêm de usidas movidas pela força dos rios, como mostra a pesquisa feita pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Quando o volume de água nas hidrelétricas está abaixo do esperado, utiliza-se outros tipos de fonte de energia, geralmente mais caros, assim, os custos são repassados ao consumidor através do aumento nas tarifas. Desse modo, os impactos trazidos pela escassez de água atingem, de pouco a pouco, toda a sociedade.
Portanto, é inegável a necessidade de um consumo otimizado da água para que estes e outros efeitos não se tornem rotineiros na vida do brasileiro. Para que isso seja feito, o Governo, por meio do Ministério do Meio Ambiente, deve criar e adequar leis eficazes que visem, fundamentalmente, a atenuação da utilização da água na agricultura, todavia, sem comprometer o desenvolvimento econômico. Além disso, é beneficiador a existência de fiscais que coíbam irregularidades. Assim, o cenário atual desfrutará de equilíbrio e não mais será contraproducente com as futuras gerações.