Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 27/08/2021

Na série brasileira “3%”, ao completar 20 anos, todos os jovens que vivem na escória da sociedade têm a oportunidade de viver no Maralto, onde todos têm uma vida completamente perfeita. No entanto, a realidade é bem distante da retratada no Maralto. Sendo assim, faz-se necessário trilhar caminhos para que uma população não sofra tantos impactos devido a escassez de água.

Em primeiro plano, o conceito de água virtual refere-se ao total desse recurso utilizado desde o início da produção de algum produto, até chegar ao ponto de venda. Desse modo, percebe-se que o consumismo interfere diretamente para a escassez hídrica, devido ao elevado gasto na produção de bens de consumo duráveis ​​e não duráveis. Diante disso, o filósofo francês Lipovetsky defende que uma sociedade da era pós-moderna é organizada no hiperconsumo, isto é, a busca pela felicidade por meio do consumismo, sendo preciso, então, criar formas para que a produção seja sustentável e não destrua os recursos naturais. Logo, são necessárias mudanças no sistema produtivo industrial para minimizar as chances de falta de água.

Ademais, devido ao consumo excessivo de água, o contexto de exploração humana em Vidas Secas, torna-se atemporal. Na obra, a miséria causada pela falta de água, soma-se à miséria imposta pela influência social representada pela exploração dos ricos proprietários da região. Analogamente, essa exploração se expressa na indústria da seca. Esse termo remonta ao clientelismo, já que são as elites regionais que manipulam a distribuição de água de acordo com seu interesse político, comum no Nordeste. Dessa forma, a escassez hídrica em determinadas regiões negligenciadas no Brasil afeta socialmente a população. comum no Nordeste. Dessa forma, a escassez hídrica em determinadas regiões negligenciadas no Brasil afeta socialmente a população. comum no Nordeste. Dessa forma, a escassez hídrica em determinadas regiões negligenciadas no Brasil afeta socialmente a população.

Diante do exposto, cabe então ao Governo Federal, estimular a economia desse recurso. Para tanto, deve-se implantar a política de reuso da água nas residências e principalmente nas indústrias, onde o consumo é maior. Isso deve ser feito por meio de parcerias do Ministério do Meio Ambiente e das Secretarias Municipais para a construção de obras de infraestrutura para a aplicabilidade da água de reuso, água proveniente de indústrias e até do esgoto doméstico, necessáriopria para consumo mas que construção pode ser tratada para outros usos. Assim, pode ser usada na refrigeração de equipamentos nas indústrias e em descargas de vaso sanitário nas residências, a fim de minimizar a captação desse recurso, além de aumentar a disponibilidade de água potável, sobretudo nos locais em que a sua distribuição é desigual e negligenciada . Haverá, então, a sustentabilidade de Lipovetsky.