Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 27/08/2021

Na obra “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, uma família de retirantes atravessam o sertão nordestino brasileiro fugindo da miséria e da seca e em busca de uma vida melhor. Nesse contexto, fica evidente o cenário crítico causado pela falta de água vivenciado, não só pelos nordestinos, mas também por toda população mundial ainda no século XXI. Dessa forma, o uso excessivo desse recurso contribui para a sua falta e provoca um aumento na ocorrência de incêndios e também problemas de saúde. Nesse sentido, cabe avaliar os impactos causados e solucionar esse problema por meio de medidas seguras.

Em primeiro lugar, a falta de água nas regiões secas pode aumentar o número de casos de incêndios no país. Pode-se afirmar que quando se falava em seca, pensava-se no sertão nordestino, mas hoje fala-se em seca na Amazônia, no Sudeste e no Sul do Brasil. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o alerta de risco alto de incêndio continua vermelho na maior parte do Estado, devido à ausência de chuvas e da umidade do ar mais baixa. Com isso, o uso da água para o abastecimento humano ficou prejudicado, em razão da emergência hídrica.

Além disso, outro fator existente é o aumento dos problemas de saúde, em virtude da escassez de água. Com a ausência de chuvas, o tempo seco facilita o surgimento de alergias, asma, bronquite, dermatites, gripes e resfriados. Logo, para a prevenção dessas doenças os médicos recomendam uma boa alimentação e a ingestão de água para ficar hidratado.

Portanto, para solucionar essa problemática, o Ministério do Meio Ambiente em parceria com os Estados, deve criar centros de reaproveitamento de água, por meio da construção desses centros de reaproveitamento e tratamento, a fim de evitar o desperdício e reutilizar esse recurso de extrema importância. Ademais, os agricultores devem investir em novas técnicas de irrigação, por meio do derramamento de gotas de água ao invés do uso constante para diminuir o gasto na agricultura.