Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 29/08/2021
Promulgada pela ONU em 1948, a declaração universal dos direitos humanos garante a todos os direitos humanos, direito a água potável e ao bem-estar social. Conquanto, a escassez hídrica em regiões com a falta de manejo adequado e o consumo sustentável dos recursos naturais, impossibilita que fornecida da população desfrute desse direito universal na prática. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar as consequências que provem da falta de água.
Primeiramente, com a limitação do acesso à água temos impactos na segurança alimentar e na economia brasileira. No entanto, a maior parte da economia do país é movimentada pela agropecuária, e a água é um fator primordial para a manutenção dessa atividade econômica. Com o acesso limitado ao recurso, a curto prazo, temos produções afetadas e aumento nos valores dos produtos finais, fato que restringe o acesso ao alimento para os mais pobres. A médio e longo prazo, temos não só aumento dos preços, mas também falta de alimentos, tanto para exportação, quanto ao consumo interno.
Segundamente, com a carência desse recursos o desemprego e a debilidade energética aumentam. De acordo com a reportagem do site agência Brasil, 78% dos empregos no mundo dependente de recursos hídricos. Ademais, sabe-se que a matriz energética principal do Brasil é a água, e as usinas elétricas são responsáveis pela geração de mais de 75% da eletricidade do país. Por isso, em hipóteses de escassez, tende-se a diminuir nos volumes hídricos e uma menor produção de energia. O que traz como consequência o aumento nas contas de luz e em outros fatores dependentes de energia elétrica.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver o problema. Cabe ao Ministérios de Educação, promover nas escolas, por meios de profissionais da saúde, palestras acerca do desperdício de água, para que assim, desde criança se aprenda a importância desse recurso. Ademais, é função da OMS, em parceria com as distribuidoras de água no país, distribuir de maneira regular a água, a fim de que todos possam usufruir deste recurso e manter suas atividades. E cabe também ao Governo do Brasil criar um setor responsável pelo monitoramento do gasto de água nas lavouras e pecuárias juntamente com a Associação Nacional de Água, com base em uma estimativa estudada e divulgada, usando como critério espaço e garantia da produtividade máxima. As propriedades que ultrapassarem a média devem ser multadas e em casos graves do mau uso,