Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 28/08/2021
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois esse seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade do Governo no que concerne a questão dos impactos da escassez da água. Dessa forma, observa-se que os efeitos da carência de água no século XXI reflete um cenário desafiador, seja em virtude da má distribuição desse recurso, seja em virtude das secas.
Em primeiro lugar, a região brasileira é uma potência hídrica e concentra cerca de 12% da água potável no mundo, entretanto isso não acontece na prática, devido a má distribuição dela. Mais precisamente, nem sempre as regiões nas quais as concentrações populacionais são maiores possuem mais água. Em outras palavras, a disposição de água no Brasil é naturalmente desigual. Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a região Norte conta com 68,5% da concentração de recursos hídricos e tem 4,12 habitantes por quilômetro quadrado. Porém, em comparação com a região Nordeste, torna-se claro a desigualdade no arranjo, visto que ela conta com 34,15 habitantes por quilômetro quadrado e apenas 3,3% da concentração dos recursos hídricos, que acarreta alguns problemas na região como pobreza e fome. Apesar desse problema poder ser amenizado pela intensificação das políticas públicas feitas pelo Governo, vale destacar que a condição de seca do território também ocorre devido ao intervalo de muitos meses sem chuvas e rios temporários.
Ademais, a seca não é algo que se limita apenas ao Nordeste, por exemplo, São Paulo, fica na região Sudeste e sofreu com sua pior crise hídrica entre 2014 e 2015, em que o Cantareira, sistema de captação e tratamento de água, chegou a atingir cerca de 3,6% da sua capacidade máxima, segundo dados do Governo do estado. Todavia, um fator que contribui para escassez de água é o desmatamento da Amazônia. Pois ela contribui para quantidade de chuvas no país, visto que é responsável pela formação dos rios voadores, ventos carregados de umidade que levam chuvas as regiões do Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Mas com cada vez menos árvores na Amazônia, a menos umidade para os ventos transportarem e cada vez menos chuvas nessas regiões.
Portanto, a fim de solucionar esse impasse, o Ministério do Meio Ambiente deve intensificar as políticas públicas para amenizar a má distribuição da água, por meio do dinheiro dos impostos e em parceria com as empresas de abastecimento de água de cada estado. Além disso, ele também deve aumentar a fiscalização na Amazônia, com aumento de guardas florestais na área e punição mais severa para aqueles que fazem a retirada ilegal das árvores. Assim, a água será bem distribuída para a população que precisa e os rios voadores levariam chuvas regulares para as cidades.