Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 02/09/2021

A obra modernista de Graciliano Ramos, Vidas Secas, retrata uma família de imigrantes que fugiu da seca no sertão nordestino no século XIX. No século 21, a escassez de água é real não só no Nordeste, mas também em todo o Brasil, pois o grande consumo da agricultura e do lixo atinge a população.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a proteção dos recursos hídricos é a responsabilidade dos entes econômicos, como os agricultores, por serem os maiores consumidores. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), para cada 100 litros de água consumidos, apenas 28 litros  não são usados ​​para irrigação agrícola. Além disso, há resíduos na área, como perdas por evaporação ou despejo de excesso de água nas plantas, por isso, se nenhuma medida para tomada, o país pode enfrentar uma crise hídrica.

Nesse viés, de acordo com as Nações Unidas, cada pessoa precisa de 110 litros de água para seu consumo e higiene. Porém, no Brasil, o consumo ultrapassa 200 litros. Desse modo, muitos litros de água são desperdiçados, levando à escassez desse recurso natural. Tendo em vista os aspectos citados, é importante pontuar que a falta de água tem afetado a produção de energia das hidrelétricas e como uma maior consequência se os reservatórios secarem, pode haver falta de energia em várias áreas do país.

Portanto, pode-se inferir que mudanças devem ser feitas para economizar água. Em seguida, os produtores agrícolas devem investir em novas tecnologias de irrigação, como a irrigação por gotejamento para evitar um maior desperdício. As autoridades públicas têm a responsabilidade de desenvolver um plano de vedação com economia de água semelhante à vedação eficiente do Procel para descargas, chuveiros e torneiras, para que os cidadãos optem por produtos cada vez mais econômicos. Só assim observa-se-ia uma sociedade concientizada que ultilize esse recurso natural da forma correta e sem desperdícios.