Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 27/08/2021
O romance filosófico “Utopia” – criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI – retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual, a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante à escassez de água no século XXI, problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da falta de políticas públicas, mas também da consumismo da população. Nessa perspectiva, medidas são necessárias para combater o problema.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a falta de políticas públicas corrobora de forma intensiva para o entrave. Nesse sentido, é primordial destacar a carência de investimentos em deriva da ineficácia do Poder Público, no que concerne à criação de mecanismos, os quais coíbam tais recorrências. Sob a perspectiva do filósofo John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que devido à baixa de atuação das autoridades, muitas pessoas estão em estado de carência de água, que é um princípio básico para a sobrevivência do ser humano. Nesse sentido, torna-se dever do Estado proporcionar água potável para a população.
Em segundo lugar, é valido evidenciar que uma das causas do problema é o consumismo da população. De acordo com o G1, quase 40% da água potável é desperdiçada no brasil, sendo que mais de 70% da água é destinada a fins agrícolas. Tal conceito abordado é materializado no Brasil, haja vista que, muitas famílias são prejudicadas pela falta de água, em paralelo, existe pessoas com acesso que desperdiçam, o que, consequentemente, resulta em uma disparidade entre esses meios. Sendo assim, esses fatores atuam em fluxo contínuo e favorecem a formação de um problema de dimensões cada vez maiores.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar a problemática. Assim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente e das Secretarias Municipais, estabelecer uma distribuição de água potável, por meio construção de obras de infraestrutura para a aplicabilidade do aproveitamento de água da chuva, para assim, todos os cidadãos terem acesso a água. Somente assim, a partir dessas ações, o problema será resolvido.