Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 27/08/2021
“A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. Essa frase da filósofa Hannah Arendt aponta para a importância de os direitos serem mantidos na sociedade. No entanto, no que concerne à questão dos impactos da escassez da água no século XXI, verifica-se uma lacuna na manutenção dos direitos humanos, o que configura um grave problema. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a priorização por interesses financeiros, bem como o silenciamento.
Em primeira análise, a priorização de interesses financeiros mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Outrossim, Theodor Adorno, em sua obra “Indústria Cultural”, cunhou o conceito para criticar a desvalorização da arte no contexto do capitalismo cultural. Sob essa ótica, pode-se afirmar que problemas como o desprovimento da água florescem em virtude da supremacia de interesses financeiros, que acabam por ganhar grandes proporções. Assim, tem-se a objetificação de sujeitos e de práticas sociais como consequência, o que acaba por agravar o problema.
Ademais, a falta de debate ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Segundo o filósofo Foucault, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno dos impactos da escassez de água, que tem sido silenciado. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução é impedida.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Logo, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre os impactos da escassez de água no século XXI no ambiente escolar. Essa ação pode se concretizar por meio da atuação de convidados especialistas , estes irão mostrar dados/informações relevantes sobre como a carência de água afeta diversos indivíduos. Além disso, tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas a falta de água e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.