Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 02/09/2021
O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas do Brasil contemporâneo. Nesse viés, a escassez de água e seus impactos na sociedade é uma pauta importante na atualidade. Sendo assim, seja por fenômenos climáticos, ou então, pela má gestão das reservas de água por meio das concessionárias nos ambientes urbanos, o entrave vem se agravando e necessita de reflexão urgente.
A priori, nesse sentido, cabe ressaltar que o aquecimento global modificou a regularidade de todos os eventos climáticos, em especial as chuvas. Desta forma, a influência humana no meio físico modificou a frequência e as características dos fenômenos, ou seja, a incidência de chuvas caiu em regiões antes abundantes e aumentou em outras regiões, ou então, a temperatura diminui ou aumenta de forma drástica. A exemplo disso há as imensas núvens de poluição que sobrevoam os grandes centros, como São Paulo, que causam chuvas ácidas, destruindo os objetos que a recebem dietamente. Logo, entende-se que a antropia é um fato desregulador dos fenômenos naturais, causando a escassez das chuvas e, consequentemente, da água.
Em segundo lugar, nos ambientes urbanos estão presentes os reservatórios, mas muitas vezes a sua gerência não é feita corretamente. Nessa perspectiva, a administração incorreta desses recursos gera falta de recrusos hídricos para toda a população. Isso pode ser comprovado com a crise hidrica sofrida pelo estado de São Paulo entre os anos de 2014 e 2016 em que em decorrência da falta de chuvas os reservatórios foram perdendo sua capacidade pouco a pouco, porém através de uma boa gestão e estabelecimento de regras o problema começou a ser superado. Enfim, compreende-se que a administração correta da água que abastece a população é de suma importância para que não haja a escassez desse recurso.
Destarte, medidas são necessárias para resolver os problemas discutidos. Isto posto, cabe ao Governo, por meio do Ministério de Minas e Energia, aumentar a rigorosidade das políticas de fiscalização das empresas de gerência dos recursos hídricos, por meio da obrigatoriedade de relatórios mensais de capacidade dos reservatórios -essa declaração deve apresentar as características atuais do reservatório e uma previsão do futuro relatório para então precaver o Estado e a sociedade - e estabelecimento multa às instituições que não anunciarem uma crise em menos de 90 dias, com o objetivo de aumentar a preparação social prévia em relação a falta d’água. Portanto, poder-se-á atenuar a realidade próximo ao discutido por Dimensntein em sua obra “O Cidadão de Papel”.