Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 27/08/2021
Na obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, é conduzido a vida miserável de uma família, vivendo sob exploração humana no Sertão Nordestino. Fora da ficção, em um cenário hodierno, muitos conhecem este lado obscuro da população, onde muitas pessoas tem uma boa qualidade de vida e outras acabam por necessidade desesperadoras. A partir disso, acaba ficando explícito e notável que o mundo vem passando por diversos impactos em relação a escassez da água. Dessa forma, é necessário efetuar melhorias na distribuição de renda dos países, tendo em vista que, a escassez da água é agravada em virtude da desigualdade social e o mal uso sustentáveis dos recursos naturais.
Em primeiro plano, a Agência Nacional de Águas (ANA) relata que, a cada 100 litros de água consumidos, 72 são utilizados na irrigação agrícola. Segundo o Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), quase toda a água empregada no campo é desperdiçada e, caso o meio rural diminua o consumo em 10%, o volume seria o suficiente para abastecer duas vezes a população mundial. Além disso, mais de 35 milhões de pessoas ainda não têm acesso à água tratada no Brasil e o sistema de abastecimento de água potável gera 37% de perdas. Portanto, em meio a esses dados, torna-se nítido que esse problema precisa cessar.
Outrossim, a agência do governo é um grande impasse à resolução da problemática. É sabido que, a função do governo é criar palco para a sociedade e dar voz a população, mas é perceptível que esse fator não tem ocorrido. Vale ressaltar que, a Região Norte é considerada mais crítica. Lá, mais da metade da água é perdida. Em uma entrevista, André Ramalho, Assessor Técnico do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), revelou que hoje não há uma reforma para o reúso externo da água, ou seja, a água que é descartada no sistema não pode ser retratada e servida à indústria, agropecuária. Nessa perspectiva, torna-se crucial a melhoria na qualidade de vida.
Diante do exposto, para superar os impactos que a escassez da água causa, medidas devem ser retiradas. Para isso, cabe a Agência Nacional de Águas, responsável por implementar e coordenar a gestão compartilhada e integrada dos recursos hídricos e regular o acesso a água, garantir a eficiência na prestação dos serviços de saneamento básico, e procurar reduzir as perdas de água tratada, criando campanhas para mostrar o quão mal a água sendo utilizado de forma incorreta acaba prejudicando a população. Concomitante a isso, espera-se que seja restaurada a igualdade social, dando qualidade de vida a todos os indivíduos.