Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 29/08/2021
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, visando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a escassez da água no século XXI torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela carência de preservação desta, seja pela desigualdade social, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a preservação de água deveria ser incrementada a todos, sobretudo aos agricultores, visto que são os maiores consumidores. Portanto, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2017, o setor primário dispôs de 97,4% do consumo total de água do Brasil e descende a esfera que mais despende de tal. Sendo assim, se medidas urgentes não forem tomadas para aumentar a produtividade dos recursos hídricos, a escassez de água logo se transformará em escassez de alimentos.
Ademais, é relevante salientar que as consequências da desigualdade social influenciam na escassez de água, pois esgotos que correm a céu aberto, ligações ilegais na canalização que contaminam a água e lixo sendo jogado em locais inapropriados dificulta a preservação desta, diminuindo o censo de água potável do país. Logo, contribuem tanto para a proliferação de doenças quanto para a desigualdade social.
Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver esse impasse. Para tanto, é de suma importância que o Estado por meio de técnicas de limpeza para rios poluídos e que aumente a produtividade dos recursos hídricos, como: reflorestamento, dragagem, flotação e gradeamento sejam realizados. Tais eventos devem ter alcance nacional, inclusive pela internet, com transmissões ao vivo, por exemplo, para que se apresentem as principais questões do tema. Espera-se, dessa forma, que a população possa estar inteirada sobre o assunto e que o problema seja minimizado.