Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 27/08/2021

O Vencedor do Oscar de 2016, Mad Max: Estrada da Fúria, retrata um cenário apocalíptico em que a raça humana foi extinta em consequência das guerras nucleares. No filme, a água é representada como um recurso muito valioso que apenas os mais poderosos têm acesso. Apesar de se passar em um contexto futurista e hipotético, muito se análoga à atual situação mundial quanto a escassez hídrica no século XXI, que é caracterizada pelo uso exarcebado de recursos hídricos.

Hoje, os maiores consumidores de água no Brasil estão presentes no meio industrial, especialmente em domínio do agronegócio, dado que, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), a cada 100 litros de água consumidos no país, 72 são voltados para a irrigação agrícola, o que é somado ao desperdício significativo no setor. O Brasil é o segundo maior esportador de carne bovina no mundo, e para a alimentação do gado o plantio de soja é feito em larga escala, soja essa, transgênica e excessiva em agrotóxicos, o que gera uma grande parcela da poluição hídrica e afeta o desenvolvimento socioeconômico que visa evitar esse fator.

Ademais, devido ao consumo exorbitante de água, a obra Mad Max conceitua o quadro apocalíptico acerca da exploração das riquezas naturais, paralelo a concentração dos recursos hidrícos nas atuais circunstâncias, que são designados ao setor industrial e resultam na escassez da água. A intervenção do gasto inapropriado da água é inadiável, visto que, o Brasil apresenta grande quantide de recursos hídricos mal distribuídos.

Cabe ao Governo Federal em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, deste modo, incentivar a economia desse recurso e investir em novas técnicas de irrigação, como a irrigação por gotejamento, bem como para o tratamento de toda água deteriorada, produto da contaminação hídrica, a fim de minimizar o desperdício e priozar a conservação e distribuição igualitária desse recurso.