Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 27/08/2021
No filme Interestellar mostra a luta pela sobrevivência da humanidade após boa parte dos recursos naturais da Terra se esgotarem. Cooper o personagem principal do filme, recebe a missão de explorar o universo em busca de novos planetas para chamar de lar. traz a reflexão sobre as graves consequências do consumo desenfreado e como as mudanças climáticas podem afetar a vida. Fora da ficção a realidade apresentada não é diferente, visto que em diversas regiões do mundo, já é possível perceber diferentes impactos, como desaparecimento de rios e nascentes, escassez e poluição das águas. Isso ocorre tanto pelo desperdício de água e diminuição do nível de chuvas, quanto pela urbanização.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os impactos da escassez da água. Nesse sentido, em razão do desmatamento, o Brasil é considerado o maior emissor de gases de efeito estufa. Na região central do país, a temperatura média já está aumentando, o que trará sérios impactos ambientais, econômicos e sociais, como redução significativa de chuvas e impactos na produtividade agrícola local. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre com sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como água limpa e saúde, o que infelizmenteque é evidente no país.
Além disso, de acordo com a Organização das Nações Unidas, cada indivíduo necessita de 110 litros de água para consumo e higiene. No entanto, no Brasil, o consumo ultrapassa 200 litros. Nesse sentido, bilhões de litros de água são desperdiçados em descargas, chuveiros, lavagem de calçadas, o que leva à escassez desse recurso natural. Por conseguinte, a falta de água tem impacto na produção de energia proveniente de hidrelétricas. Uma vez que os reservatórios secam, pode faltar energia elétrica em várias regiões do país.
Desse modo, cabe ao Governo Federal, portanto, estimular a economia desse recurso. Para tanto, deve-se implantar a água de reuso nas indústrias e residências. Isso deve ser feito por meio de parcerias do Ministério do Meio Ambiente e das Secretarias Municipais para a construção de obras de infraestrutura para a aplicabilidade da água de reuso, água proveniente de indústrias e até do esgoto doméstico, imprópria para consumo mas que pode ser tratada. Assim, poderá ser usada na refrigeração de equipamentos nas indústrias e em descargas de vaso sanitário nas residências, a fim de minimizar a captação desse recurso na natureza, além de aumentar a disponibilidade de água potável, sobretudo nos locais em que a sua distribuição é desigual e negligenciada. Assim, o Estado desempenha corretamente seu contrato social, como acredita John Locke.