Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 27/08/2021

Segundo o médico inglês Thomas Fuller, enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor a água. Na atualidade, o planeta está passando por uma circunstância de exaustão de recursos hídricos, e, infelizmente, apenas agora com uma situação agravada é possível perceber o quanto ela é preocupante. Muitos estudiosos relatam a possibilidade de uma terceira guerra mundial causada pela escassez da água. Nesse cenário, destacam-se alguns empasses: A negligência governamental e a prioridade de interesses financeiros através do agronegócio e das grandes Indústrias.

No filme Rango uma população de pequenos animais vive em um deserto e seu bem mais precioso é um galão de água, que é roubado por uma grande cascavel mais forte que esses animais. Assim como na ficção, na realidade, a água é um bem de extrema importância para as áreas dos seres vivos no geral. Sendo assim, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os impactos da escassez de água no Brasil. Nesse sentido, o governo brasileiro que poderia investir em tratamento e encaminhamento de água para áreas necessitadas do pais, demonstra negligência à população afetada, que muitas vezes sofre dias com a ausência de recursos hídricos, ou tendo acesso apenas a água que não foi tratada.

Outrossim, é fundamental pontuar o impacto do investimento massivo no agronegócio nas grandes Indústrias (têxtil, mineração e siderurgia) que são responsáveis ​​pelo maior consumo de água potável disponível. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o agronegócio é responsável por cerca de 97,4% do consumo total de água do país. Diante de tal exposto é inadmissível culpar a população por ações mínimas e individuais, sendo que a pluralidade dos recursos que deveria pertencer ao povo são encaminhados para as Indústrias, que por sua vez fazem uso exacerbado da água. Logo, é inaceitável que esse cenário continue a perdurar.

Logo, é imprescindível que o Governo Federal estimule a economia desse recurso por meio de leis em que os produtores agrícolas devem, então, utilizar as novas técnicas de irrigação, como a de gotejamento, em que a distribuição de água sobre a plantação é feita pelo derramamento de gotas, a fim de que se evite desperdício. Cabe também ao Poder Legislativo, juntamente ao Ministério do Meio Ambiente a administração do controle hídrico nas Indústrias, por meio de leis que limitem o uso da água e multas, para aquelas que utilizarem mais do que o previsto. Assim, se consolidará uma sociedade mais desenvolvida.