Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 27/08/2021

A primeira lei de Newton, lei da inércia, afirma que todo corpo tende a permanecer em movimento, a menos que uma força atue sobre ele modificando o seu deslocamento. De maneira análoga, quando se discute no Brasil sobre as consequências da escassez de água, observa-se a aplicação deste princípio, uma vez que diversas complicações, como a proliferação de doenças e impactos econômicos, causadas pela falta desse recurso, permanecem sem mudança. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Num primeiro momento, deve-se ressaltar que a carência do acesso a este recurso, traz consigo vários outros problemas, dentre eles, é possível destacar como objeto de análise o crescimento do contágio de alimentos e alastramento de doenças causadas por falta de higiene. Para Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, contudo isso não ocorre no Brasil, devido à falta de atuação das autoridades na intervenção do tema, e por consequência disso, a distribuição de água no país não alcança 20% da população, segundo o Ministério das Cidades.

Ademais, é fundamental apontar as indústrias como impulsionadoras desse entrave. De acordo com o Fashion Revolution, são consumimos, em média, 10 mil litros de água para fabricar uma calça jeans. Partindo desse pressuposto, percebe-se que o consumismo interfere diretamente para a escassez hídrica devido ao elevado gasto na produção de bens de consumo duráveis e não duráveis. Nesse sentido, Lipovetsky defende que a sociedade atual é organizada pelo hiperconsumismo, ou seja, busca pela felicidade a partir do consumo compulsivo. Destarte, são necessárias transformações no sistema de produção industrial para minimizar as chances de falta de água.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para solucionar esse problema. Para tanto, é necessário que, por meio de parcerias, o Ministério do Meio Ambiente e as Secretarias Municipais realizem construções de obras para a aplicabilidade da água de reuso, água proveniente de indústrias e até do esgoto doméstico, imprópria para consumo, mas que pode ser tratada. Sendo assim, usada na refrigeração de equipamentos nas indústrias e em descargas de vaso sanitário nas residências, a fim de minimizar a captação desse recurso na natureza, além de aumentar a disponibilidade de água potável, sobretudo nos locais em que a sua distribuição é desigual e negligenciada. Dessa forma, será possível desenvolver uma força capaz de intervir nesse problema, assim como descrito na lei de Newton.