Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 02/09/2021

Segundo Guimarães Rosa, escritor e diplomata, “A água de boa qualidade é como a saúde ou a liberdade: só tem valor quando acaba.” Essa ideia de Guimarães Rosa resume bem a relação estabelecida pela sociedade mundial com os recursos hídricos, haja vista que grande parte das pessoas só passaram a controlar o uso deste recurso quando a escassez dele foi sentida, também entende-se que este é um elemento essencial à vida humana e precisa de cuidados para continuar a existir. Contudo, a exploração e o uso inconsciente de recursos ainda são entraves visíveis que impedem a preservação da água no país.

A priori, é válido ressaltar, que a exploração de recursos naturais leva a escassez. Segundo dados do Deter/Inpe, Maio de 2021 foi o mês em que a mineração mais desmatou a Amazônia, batendo o recorde de Maio de 2019. Paralelo a isso, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou em Agosto de 2021 que estamos passando pela maior crise hídrica da história do Brasil e que todo o país corre risco de falta de energia. Dessa forma, entende-se que a destruição e abuso de artifícios naturais leva a falta de outros, já que o meio ambiente é um sistema interdependente. Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver a situação. ​

Outrossim, outro fator influenciador desse problema é o uso excerbado e inconsequente. De acordo com a ONU, o agronegócio consome praticamente 70% de todo o recurso hídrico do mundo. Evidentemente, essa porcentagem de uso não só é exacerbada como também não garante o não-desperdício de água, vendo que faltam critérios e tecnologias postas em prática para economizar e/ou reutilizar esse recurso.

Logo, tendo em vista os impactos da escassez da água no século XXI na sociedade, é mister do Governo Federal que invista políticas públicas em institutos de gestão ambiental vinculados ao Ministério do Ambiente, afim de fiscalizar e impôr limites a exploração de recursos naturais, evitando o desmatamento e seus impactos. Essa fiscalização deverá ser feita nos setores industriais e empresariais, na garantia de um uso sustentável e longe do desperdício. Assim, será possível amenizar as consequências ambientais já sofridas e garantir recursos hídricos as gerações futuras.