Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 01/09/2021
No universo fictício de Mad Max, a água é escassa, e a pouca quantidade restante, é concentrada nas mãos de uma parcela, estes sendo os mais poderosos, contudo, para aqueles no nível mais baixo da sociedade, somente os resta o pouco que sobra, fazendo-os entrar em constantes conflitos para garantir sua própria sobrevivência. Esse universo em grande parte dos casos pode até parecer um absurdo, porém, ele não se difere da nossa realidade, visto que existem países hoje, que estão em constantes crises hídricas, ou até envolvidos em guerras devido à falta de água.
Primeiramente, vale ressaltar que a Organização das Nações Unidas (ONU), mostrou que cerca de 2,2 bilhões de pessoas ao redor do mundo não possuem acesso a água potável, equivalendo assim, a um pouco mais de 28% da população mundial. Essa falta da água, por sua vez, é responsável por 80% das doenças e mortes nos países em desenvolvimento, assim, deixando visível que essa escassez hídrica não só causa problemas direto nas pessoas, e sim acarreta em uma enxurrada de acontecimentos que mais tarde virá a se tornar um estorvo para as pessoas. E como exemplos de doenças temos a hepatite A, febre tifoide e paratifoide, diarreia e assim como muitas outras que são derivadas da falta de água potável.
Paralelamente a esses problemas, o mundo ainda possui um alto índice de desperdício hídrico, isto é visível quando posto no papel os dados de consumo de cada país, sendo os líderes desse consumo excessivo, o Canadá, EUA e Japão. De acordo com a OMS, o nível de consumo recomendado por pessoa é de 50 a 100 litros d’água por dia, contudo essa recomendação é ignorada quando em certos locais como o Canada, cada pessoa consome em torno de 300 litros diários, tendo uma diferença alarmante quando comparado com alguns países da África subsaariana, onde possuem um consumo médio de 20 litros d’água por habitante. Dessa maneira, é visível o desequilíbrio de consumo hídrico no mundo, assim deixando evidente a necessidade de diminuir essa diferença, portanto deve-se tornar esse índice de gastos menor.
Portanto, são essenciais medidas operantes para a reversão do infortúnio associado a escassez da água. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde revisar as medidas cabíveis perante as normas de consumo excessivo, assim tomando as devidas atitudes como: nível máximo de consumo diário, multas por excessividade dentre outras. Ademais, palestras devem ser realizadas em espaço público referente a conscientização do consumo de água, mostrando dessa forma os riscos que os gastos hídricos podem causar e como evita-los. E somente dessa forma será possível diminuir os impactos causados pela escassez da água no século XXI.