Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 28/08/2021
A obra modernista de Graciliano Ramos, Vidas Secas, retrata uma família de imigrantes que fogem da seca no sertão nordestino no século XIX. Ja no século XXI, a escassez de água é real não só no Nordeste, mas também em todo o Brasil, pois a agricultura e o consumo massivo de resíduos afetam a população.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a preservação dos recursos hídricos é responsabilidade dos entes econômicos, como os agricultores, por serem os maiores consumidores. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), para cada 100 litros de água consumidos, 72 litros são usados para irrigação agrícola. Além disso, há resíduos na área, como perdas por evaporação ou despejo excessivo de água nas plantações, então, se nenhuma medida for tomada, o país pode enfrentar uma crise hídrica, como a crise ocorrida em São Paulo em 2014.
Além disso, de acordo com as Nações Unidas, cada pessoa precisa de 110 litros de água para consumo e higiene. Porém, no Brasil, o consumo ultrapassa 200 litros. Nesse sentido, bilhões de litros de água são desperdiçados nas descargas, chuveiros e lavagem de calçadas, o que acaba levando à escassez desse recurso natural. Portanto, a falta de água afetará a produção de energia das usinas hidrelétricas. Uma vez que o reservatório seca, várias áreas do país podem sofrer com a falta de energia.
Portanto, pode-se inferir que mudanças devem ser feitas para economizar água. Em seguida, os produtores agrícolas devem investir em novas tecnologias de irrigação, como a irrigação por gotejamento. A distribuição de água na plantação é feita por gotejamento ao invés de fluxo constante para evitar o desperdício. As autoridades públicas têm a responsabilidade de desenvolver um plano de vedação com economia de água para descargas, chuveiros e torneiras, semelhante ao selo Procel de eficiência energética, para que os cidadãos possam escolher produtos cada vez mais econômicos.