Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 01/09/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pelas Nações Unidas em 1948, garante a todos o direito à água potável e ao bem-estar social. No entanto, o abuso dos recursos hídricos impede algumas pessoas de usufruir deste direito universal, na prática. Nesse caso, não há dúvida de que o acesso à água é um desafio para muitos brasileiros, o que é infelizmente resultado principalmente do abuso por parte das empresas agrícolas e da falta de saneamento básico adequado para todos.
Em primeiro lugar, a falta de supervisão governamental eficaz da agricultura é bastante notória. Segundo a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), cerca de 72% da água captada no país é destinada ao consumo agrícola, o que mostra que muitas vezes os cidadãos não são os principais culpados do desperdício. Segundo dados do site Caminho das Águas, só os setores agrícola e industrial consomem cerca de 80% da água disponível no Brasil. É preciso ressaltar que a escassez de tais recursos pode causar diversos problemas à sociedade brasileira e à sua saúde.
Além disso, a crise hídrica entre 2014 e 2016 teve um grande impacto nas instalações de saneamento básico, reduzindo a oferta e os investimentos. Por exemplo, a empresa responsável pelo saneamento básico do Estado de São Paulo, Sabesp, continuou cortando o abastecimento de água em várias áreas de São Paulo mesmo após a crise. Portanto, é evidente que mesmo o Brasil, que possui 13% da água potável mundial, enfrenta problemas de fiscalização e gestão de empresas responsáveis por garantir os direitos universais de água potável.
Diante dos fatos apresentados, cabe ao Governo Federal e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em conjunto, formularem medidas fiscais para exigir das empresas que utilizam continuamente os recursos hídricos a limitarem tal prática, através de visitas técnicas mensais para medir o consumo. Outro método de incentivar as empresas e o agronegócio a reduzirem o uso da água é propor cortes de impostos para aqueles que o fizerem, de modo a reduzir o desperdício através de tais benefícios. Deve também promover as prioridades de saneamento básico do Brasil por meio de parcerias com empresas privadas em troca de benefícios, como investimentos e incentivos para projetos que beneficiem toda a população e aliviem problemas, e comece a investir em água potável que cobre uma área maior. Dessa forma, o Brasil poderá se orgulhar de proteger a riqueza de recursos que a natureza lhe concedeu com tanta abundância.