Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 31/08/2021

A obra modernista de Graciliano Ramos, Vidas Secas, retrata uma família de imigrantes que fugiu da seca no sertão nordestino no século XIX. No século XXI, a escassez de água é real não só no Nordeste, mas também em todo o Brasil, pois o grande consumo da agricultura e do lixo atinge a população. Em primeiro lugar, é importante destacar que a proteção dos recursos hídricos é responsabilidade dos entes econômicos, como os agricultores, por serem os maiores consumidores. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), para cada cem litros de água consumidos, setenta e dois litros são usados ​​para irrigação agrícola. Além disso, há resíduos na área, como perdas por evaporação ou despejo de excesso de água nas plantas, por isso, se nenhuma medida for tomada, o país pode enfrentar uma crise hídrica.

Além disso, de acordo com a ONU, cada pessoa precisa de cento e dez litros de água para beber e sanear. Porém, no Brasil, o consumo ultrapassa duzentos litros. Nesse sentido, bilhões de litros de água são desperdiçados em descargas, banhos e lavagem de calçadas, levando à escassez desse recurso natural. Portanto, uma escassez de água afetará a produção de energia das usinas hidrelétricas. Uma vez que o reservatório seca, várias áreas do país podem sofrer com a falta de energia elétrica.

Portanto, pode-se inferir que mudanças devem ser feitas para economizar água. Em seguida, os produtores agrícolas devem investir em novas tecnologias de irrigação, como a irrigação por gotejamento, onde a distribuição da água na plantação é feita por gotejamento, em vez de fluxo constante para evitar o desperdício. As autoridades públicas têm a responsabilidade de desenvolver um plano de vedação com economia de água semelhante ao Procel de vedações energeticamente eficientes para descargas, chuveiros e torneiras, para que os cidadãos possam escolher produtos cada vez mais econômicos.