Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 29/08/2021

Na obra literária “O Quinze” de Rachel de Queiroz , é perceptível na drama o que uma crise hídrica pode acarretar na vida de uma sociedade pobre, obrigando as pessoas a migrar na busca de algo tão simples: a água. Nesse contexto, o Brasil vem sofrendo com escassez e, principalmente, com o baixo nível na rede de tratamento das fontes de água nacional. Sabendo disso, dois pontos não podem ser negligenciados: o mal uso da água e seus impactos na sociedade brasileira.

Sob esse viés, sabe-se que o Nordeste brasileiro sempre sofreu com o abastecimento pelo fato de estar em uma área com baixos índices pluviométricos . Porém, outras regiões do Brasil hoje sofrem com a falta de chuva, por exemplo o Rio de Janeiro, que começou a sofrer com água com gosto de areia e mal cheiro, segundo dados do Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, a CEDAE. A problemática, por mais que seja preucupante, não está somente na lacuna da chuva, mas também no pensamento criado de que a água nunca acabará, levando ao descuido no uso da mesma.

Nesse contexto, vale citar também a “água virtual”, que é o volume de água gasto no processo de produção dos bens de serviço, é aquela que você consome mas não vê. Esse conceito permite compreender diretamente o impacto do disperdício e do consumismo na preservação da água como direito universal. Cada vez que algo é comprado, memo que não tenha água em sua composição, estão comprando também o impacto ambiental da água utilizada no processo de desenvolvimento do produto adquirido.

É evidente , portanto, que existe uma necessidade de que cobranças sejam feitas para as autoridades sobre o uso da água pelos grandes produtores e industrias. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve, além de regulamentar e fiscalizar vazamentos e disperdícios, beneficiar em isenções aqueles que adaptarem sua produção à métodos mais sustentáveis e de reaproveitamento, como o uso da água das chuvas,limpezas e reutilização da mesma. Espera-se  com isso, que, em um futuro próximo, a crise seja algo para se apreciar apenas na literatura.