Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 30/08/2021

No limiar do século XXI, a sociedade está sofrendo com cuma séria crise hídrica, e são muitos os impactos da escassez da água. No Egito antigo, o Rio Nilo foi fundamental para a prosperidade do povo egípsio, sendo muito valorizado e reconhecido como uma dádiva divina. Assim como no Egito antigo, a água é essencial para tudo, entretanto, a escassez como um dois maiores problemas encontrados pela humanidade, devido a sua importância para a vida.

Primeiramente, é nescessário ressaltar a importância da água para o mundo. Segundo o site de notícias G1, em 2015, 36,7% da água foi perdida durante a distribuição. Já em 2018, o ano mais recente com os dados disponibilizados, o índice atingiu 38,5%. Tal índicie é de extrema preocupação, tendo em vista que a água doce é  um recurso tão importante e pouco abundante no planeta se for comparada com a água dos oceanos. Atualmente no século XXI foi inventado o termo de água virtual, que refere-se a quantidade de litros de água utilizada para a produção de bens de consumo da sociedade. Para a produção desses bens como vestimentas, eletrônicos, alimentos e entre outros são utilizados milhares de litros de água para pouca demanda. Assim, percebe-se que o consumismo interfere diretamente para a escassez hídrica devido ao elevado gasto na produção de bens de consumo duráveis e não duráveis. Diante disso, o filósofo francês Lipovetsky defende que a sociedade pós-moderna é organizada no hiperconsumo, isto é, a busca pela felicidade por meio do consumismo, tendo isso em vista, deve-se criar maneiras sustentáveis de utilizar a água e duminuir a destruição desses recursos naturais. Em vários locais do planeta há povos e pessoas que sofrem com a escassez hídica, não tendo água para consumo, higiene, limpeza e entre outros. Essa situação pode ser comparada com áreas do nordeste brasileiro que é bem representada na obra de Vidas Secas, escrita por Graciliano Ramos, que retrata a luta pela sobrevivência de Fabiano e sua família diante da falta de água no sertão nordestino. Na obra, a miséria causada pela falta de água, soma-se à miséria imposta pela influência social representada pela exploração dos ricos proprietários da região.

Diante do problema, torna-se clara a necessidade de medidas severas e imediatas. Cabe ao Governo Federal, em parceria com  o Ministério do Meio Ambiente e as Secretarias Municipais para a construção de obras de infraestrutura para a aplicabilidade da água de reuso, também estimular a economia desse recurso e criar projetos de reutilização, tratamento e distrubuição da água em lugares com maior necessiade hídrica. A fim de minimizar a captação desse recurso na natureza, além de aumentar a disponibilidade de água potável, sobretudo nos locais em que a sua distribuição é desigual e negligenciada.