Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 01/09/2021
O livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, apresenta a luta pela sobrevivência de Fabiano e sua família perante a falta de água no sertão e, retrata também, o descaso e a exploração humana diante da seca que assolava a região. Infelizmente, esse cenário não é exclusivo da ficção e a escassez hídrica ainda ocorre no século XXI. Um dos responsáveis pelo significativo gasto de água é o hiperconsumo contemporâneo. Dessa maneira, o uso imoderado do recurso hídrico favorece a situação miserável do humano.
Em primeiro lugar, é importante saber que água virtual refere-se ao total desse líquido usado desde o começo da manufaturação de algo, até chegar ao ponto de venda. Então, por exemplo, é possível saber que, para a fabricação de uma única calça jeans, são utilizados 11 mil litros de água. Com isso, é perceptível que o consumismo afeta diretamente para a escassez hídrica pelo elevado gasto na produção de bens de consumo.
Ademais, vale ressaltar que a preservação da água é um dever de todos, principalmente dos agentes econômicos, como os agricultores, visto que são os maiores consumidores hídricos. Segundo a ANA (Agência Nacional de Águas), a cada 100 litros de água consumidos, 72 são utilizados na irrigação e uma boa parte desses litros são desperdiçados como pelo excesso de água jogada nas plantas e pela evaporação. Por essas situações, medidas precisam ser tomadas.
Portanto, em virtude dos fatos mencionados, faz-se necessário que o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com as Secretarias Municipais, invista em obras de infraestrutura para dar utilidade a água de reuso, que é a água originária de indústrias e até do esgoto doméstico, que pode ser tratada e utilizada para o resfriamento de equipamentos nas indústrias e em descargas de vaso sanitário nas residências, com o intuito de minimizar a captação desse recurso na natureza. Faz-se necessário também que os agricultores invistam em novas técnicas de irrigação, a fim de evitar o desperdício.