Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 02/09/2021

“A água de boa qualidade é como a saúde ou a liberdade: só tem valor quando acaba”. De fato, a crítica de Guimarães Rosa é verificada na questão da escassez de água no século XXI, que é uma consequência de uma população não devidamente conscientizada, não sabendo utilizar a água de maneira correta sem que haja desperdício. Neste sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas, o silenciamento e a lógica capitalista.

Dessa forma, em primeira análise, a falta de debate é um desafio presente na problemática. Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado na questão da escassez de água no século XXI, visto que pouco se fala sobre o tema nas mídias de massa e na escola, desenvolvendo a desinformação da maioria dos brasileiros. Logo, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.

Em paralelo, a priorização de interesses financeiros é um entrave no que tange o problema. Inegavelmente, para Bauman, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida nos impactos da escassez de água no século XXI, uma vez que os indivíduos ficam tão absortos em conseguir uma grande renda que deixam de lado a importância da conscientização e economia da água. Assim, inverter a lógica e colocar a importância de se economizar água em primeiro lugar é urgente.

Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, o Poder Público deve investir em campanhas sobre a conscientização da água e por meio de verbas, a fim de reverter a supremacia de interesses mercadológicos. Tal ação pode, ainda, ser divulgada na mídia de massa para que a população tome conhecimento. Paralelamente, é preciso intervir sobre o silenciamento presente no problema. Dessa maneira, o mundo poderá ter menores impactos devido à escassez de água de boa qualidade, como defendeu Guimarães Rosa.