Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 01/09/2021
A obra modernista Vidas Secas, de Graciliano Ramos, retrata uma família de retirantes que foge da seca do sertão nordestino no século XIX. Já no século XXI, a escassez de água é uma realidade não só no Nordeste, mas em todo o Brasil, devido ao vasto consumo por parte da agricultura, pelo uso doméstico e pessoal, fora outros meios que gera muitos efeitos à população.
Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), a cada 100 litros de água consumidos, 72 são utilizados na irrigação agrícola. Além disso, há grande desperdício nessa área, devido à irrigação em excesso, evaporação, desse modo vale relembrar que é responsabilidade do agricultor, visto que são os maiores usufruidores, caso não haja uma preservação, o país pode viver uma crise hídrica, como a ocorrida em São Paulo em 2014.
Com isso no Brasil o consumo de água por pessoa ultrapassa 200 litros, e conforme a Organização das Nações Unidas, cada indivíduo necessita de 110 litros de água para consumo e higiene. Dessa forma bilhões e bilhões de litros de água são desperdiçados no nosso cotidiano como; em chuveiros descargas e no uso doméstico. Esperar a essa utilização exacerbada da água pode ocasionar em outras áreas como a energia, onde as hidrelétricas são responsáveis por 70% da energia gerada no Brasil.
Conclui-se que Cabe ao Poder Público a criação de um programa de selos de eficiência hídrica para descargas, chuveiros e torneiras, semelhante ao selo Procel de eficiência energética, para que os cidadãos optem por produtos cada vez mais econômicos. Na área da agricultura deve-se então investir em novas técnicas de irrigação como o gotejamento em que a distribuição de água sobre a plantação é feita pelo derramamento de gotas ao invés de um fluxo constante, de modo que se evite desperdício. Só assim poderemos ter uma economia de água efetivada e gradual.