Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 02/09/2021
É inegável que a água é uma das nossas principais fontes de vida. Ela está diretamente envolvida em hidratar os seres vivos, além de manter o equilíbrio na biodiversidade. Porém, a água doce não é bem distribuída pelo mundo, segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), menos da metade da população mundial tem acesso à água potável. Por conta da desigualdade social, enquanto em alguns lugares do planeta Terra há uma grande disponibilidade de água, em outros a escassez é uma uma dura realidade, trazendo diversos impactos econômicos e sociais.
O Brasil é o país com a maior reserva de água doce do planeta, que equivale aproximadamente 13,7%. Porém, por conta da má distribuição e da desigualdade social, muitos lugares no país sofrem com a falta de água. De acordo com o site UOL, dos 9,6 milhões de domicílios brasileiros ainda não ligados à rede de abastecimento de água, metade está no Nordeste. Nessa região do Brasil, que tem a maior parte de seu território no semiárido, o que mais se destaca é a seca, que desencardeia a pobreza e a fome, infelizmente, as pessoas lá sobrevivem com caminhão pipa e reutilizando a água.
Nos dias atuais o escassez da água está causando crise hídrica no Brasil, nesse ano de 2021, o país está passando pela pior seca dos últimos 91 anos. A crise hídrica além de impactar na produção de alimentos, fazendo com que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário caia, essa crise está causando reajustes na conta de energia, visto que tiveram que acionar as termelétricas para abastecer a energia, então nos últimos 12 meses, a tarifa cobrada pela energia subiu 16,07% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), afetando o bolso do povo brasileiro.
Mediante o exposto, é indiscutível que, o Governo do Brasil junto com a Priori (Associação Nacional de Água), devem criar um setor que distribua água para todas as regiões do Brasil que são mais afetadas pela escassez, além de multarem as indústrias que fazem desperdício ou mau uso da água. E, também, para casos de emergência, o país deve investir em matrizes energéticas alternaltivas. Dessa maneira, diminuiria os impactos da escassez de água.