Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 02/09/2021

“O Brasil não tem povo, tem público”, disse Lima Barreto, crítico arguto da nossa República. Sob esse mesmo viés pode-se afirmar que há muito alarde, mas pouco se faz para resolver questões urgentes como são os impactos da escassez da água no século XIX. Neste contexto, não há dúvida de que combater essa problemática é um desafio que se deve a má distribuição de água potável pela população mundial e a falta de segurança hídrica.

Segundo a OMS, atualmente, são necessários de 50 a 100 litros de água por pessoa, por dia, para suprir todas as necessidades básicas, domésticas e a minimização dos problemas de saúde. Os Canadenses consumem até 600 litros diariamente de água e os Japoneses 350 litros, diferente dos Africanos da região Subsaariana, que só tem acesso até 20 litros de água por dia. Demonstra-se assim, que existe muita diferença mundialmente da distrubuição de água potável.

Conforme pesquisas de 2018 do blogspot, países como China, Reino Unido, Irã, Espanha, Paguistão e Botsuana, possui um percentual de 34,7% (água insuficiente) da população mundial por disponibilidade de água. Essa realidade é totalmente diferente de países como Brasil, chile, Canadá, Austrália e Rússica que possui 16,3% de água abundante. Neste sentido, intuímos que a quantidade disponibilizada do recurso não é adequada para garantir meios de sobrevivência, o bem-estar humano, o desenvolvimento socioeconômico.

Infere-se, portanto, que mudanças são necessárias para que a economia de água seja efetivada. Cabe-se aos governos promover uma maior conscientização popular sobre o correto uso para diminuir o disperdício dela, armazenamento e preservação da água e de suas fontes naturais, é preciso também a realização de políticas públicas para garantir o seu acesso por toda a população, com ações de democratização estrutural, como o saneamento básico. A ONU também precisa sempre reforçar o tema “segurança hídrica” na agenda de debates do seu Conselho de Segurança, para tentar assim, minimizar a situação atual mundialmente.