Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 02/09/2021
Para alertar e conscientizar a população da importância que a água tem para o uso funcional geral do mundo, a Organização das Nações Unidas lançou, em 1992, o “Dia Mundial da Água”. Como consequência, grande parte dos países começou a criar campanhas e adotar medidas que ajudam no combate à sua escassez. Destarte, este empecilho deve ser debatido com foco em dois pontos: o uso excessivo de água e seus efeitos.
Em primeiro plano, cabe ressaltar que, de acordo com uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde, uma pessoa que reside no Brasil consome, em média, 187 litros de água por dia quando, na verdade, o consumo médio ideal seria de 50 litros diários. De acordo com Thommas Hobes, o homem é o lobo do homem, ou seja, ele é seu maior inimigo e, consumindo uma quantidade de água muito mais elevada do que a indicada, sem pensar nos problemas que tal atitude acarretará no futuro, ele mesmo o prejudicará, visto que sua ação contribuirá para o aumento dos impactos de sua carência.
Por conseguinte, também se torna presente a ilusão de que algo que compõe cerca de 70% do planeta, conforme estudos, não terá fim, levando em consideração que a Terra é um planeta enorme em comparação a seus habitantes. Isso influencia o sentimento de que, se uma pessoa usar uma quantidade significativa de litros maior do que a convencional, não terá problema, mas deve ser levado em conta que esse pensamento é materializado por milhões de pessoas e que apenas 3% desta água é potável. Com isso, mentes egoístas tornam reais os obtáculos como: o aumento de temperatura em regiões mais secas e, consequentemente, aumento das queimadas; o aumento de doenças devido às péssimas condições de higiene e saneamento em regiões menos favorecidas e, principalmente, a intensificação do aquecimento global.
Desta forma, faz-se necessário que medidas estratégicas sejam tomadas. Cabe ao Ministério da Educação e Cultura, em parceria com a OMS, promover debates nas intituições de ensino do país, com o intuito de ressaltar a importância e necessidade do uso correto de água no dia a dia, bem como promover campanhas por meio de órgãos governamentais. Torna-se interessante, também, criadores de conteúdo usarem a influência que possuem sobre seus seguidores, por meio de plataformas digitais como YouTube e Instagram, para mostrar os impactos que a escassez de água causa em diversos locais do país e do mundo e sensibilizar as pessoas a reduzirem seu consumo. Somente assim seria possível reverter o quadro atual e incentivar as gerações futuras a consumirem, no máximo, os 50 litros médios diários e provar que o homem pode sim ser amigo do homem, e não seu próprio lobo.