Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 02/09/2021

A obra modernista Vidas Secas, de Graciliano Ramos, retrata uma família de retirantes que foge da seca do sertão nordestino no século XIX. Já no século XXI, a escassez de água é uma realidade não só no Nordeste, mas em todo o Brasil, devido ao vasto consumo por parte da agricultura e ao desperdício, que gera efeitos à população. A escassez de água é um problema que afeta todo o mundo. No Brasil, apesar da porcentagem de 12% da água doce do planeta estar concentrada no nosso país, a crise hídrica é uma preocupação que também atinge os brasileiros.

Em primeiro lugar, vale-se ressaltar que de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que 2,2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso à água potável. Nos países em desenvolvimento, esse problema está relacionado a 80% das doenças e mortes. Em vista disso, no século XX, o consumo de água aumentou em 6 vezes — o dobro do crescimento da população mundial, sendo ao todo, 26 países enfrentam escassez crônica de água e a previsão é de que em 2025 o problema afete 52 países e 3,5 bilhões de pessoas. A ONU também afirma que as principais razões para a falta de acesso à água são: urbanização; crescimento populacional; desigualdade social; pobreza; falta de acesso à educação e ao trabalho.

Em segundo plano, pode ser observado que as causas mais comuns para a crise hídrica, tanto no mundo quanto no Brasil, são: desperdício de água; diminuição do nível de chuvas; aumento do consumo de água devido ao crescimento populacional, industrial e da agricultura, afirma a ambientalista Marcia Greco. Outrossim, a agropecuária é a maior consumidora de água atualmente, responsável por 69% da retirada anual de água no mundo. As residências particulares respondem por 12% e a indústria (incluindo a geração de energia), por 19%.

Mediante o exposto, para solucionar a escassez da água, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente (como o Ibama, por exemplo) realize um grande investimento em infraestrutura, evitando vazamentos e economizando água, recorrendo para o tratamento e reutilização da água. Do mesmo modo, a sociedade pode, por meio voluntário, diminuir o uso da água em sua própria casa, encurtando os banhos e fechando a torneira durante lavagem da louça, carro ou escovar o dente.