Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 03/09/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à água limpa, segura e suficiente. Entretanto, na prática tal garantia é deturpada, visto os impactos da escassez da água na sociedade brasileira contemporânea. Esse cenário nefasto ocorre não só pelo uso exorbitante de água pela população, mas também pelo grande consumo hídrico pela agricultura. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos Direitos Humanos.

Em primeiro plano, deve-se ressaltar que o gasto hídrico inconsciente é uma das práticas mais comuns da sociedade. Nesse aspecto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu que, diariamente, até 100 litros de água seriam suficientes para uma pessoa atender todas as suas necessidades substanciais. No entanto, o Brasil registra uma média de consumo de 187 litros, mostrando-se muito acima do volume máximo determinado pela OMS. Diante dos fatos apresentados, é impresindível uma mudança no comportamento do corpo social brasileiro.

Ademais, é importante salientar que os agricultores são os maiores consumidores de água do país. Diante disso, a ANA (Agência Nacional de Águas) registra que, a cada 100 litros do líquido utilizados, 72 são aplicados na irrigação agrícola. Logo, o grande volume de água desperdiçado pela agricultura é identificado como um dos maiores estímulos para o estresse hídrico no Brasil.

Portanto, torna-se visível a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Assim, é dever do Ministério do Meio Ambiente incentivar, em conjunto com as plataformas midiáticas, o consumo consciente da água, além de criar políticas de reutilização desse recurso em residências e indústrias. Somadas a essas ações, cabe aos produtores agrícolas procurar por métodos de irrigação mais econômicos, buscando evitar o desperdício na distribuição de água.