Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 03/09/2021
O escritor brasileiro Carlos Drummond de Andrade em seu poema “No meio do caminho”, demonstra de forma figurada os obstáculos enfrentados diariamente pelos seres humanos. De forma análoga à obra, os cidadãos brasileiros lidam diarimanete com os impactos da insuficiência de água potável e segura para consumo. A intensificação dessa falha ocorre, principalmente, pela falta de auxílio do governo federal acerca do problema e a desigualdade social e econômica que perpetua no século XXI. Assim sendo, torna-se imprescindível que o quadro atual sofra modificações e que sejam realizadas com o intuito de mitigar os impasses existentes.
Em primeira análise, vale ressaltar o pensamento do renomado filósofo italiano São Tomás de Aquino. Para ele, todo e qualquer indivíduo possui a mesma importância para o Estado quando está inserido em uma sociedade democrática. Todavia, no Brasil, é perceptível que o governo não realiza esforços na mesma intensidade para todos os grupos da sociedade. Tal afirmação é comprovada por uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2018, a qual revelava que apenas 41% das escolas públicas possuiam rede de esgoto para atender aos estudantes. Sendo assim, indivíduos dependentes da educação promovida pelo governo não têm suas necessidades basicas de higiene atendidas. Portanto, a negligência do governo federal está afetando milhares de estudantes.
Ademais, Ban Ki-moon, ex secretário-geral da ONU, afirma que a água potável e o saneamento básico implicam diretamente na diminuição da pobreza para o desenvolvimento sustentável das nações. A declaração torna-se verdadeira quando observa-se as necessidades básicas dos indivíduos no cotidiano a serem salientadas, que pela escassez de água não são cumpridas. De acordo com o Relatório do Desenvolvimento Humano de 2006, as pessoas com dificuldade de acesso à água limpa utilizam cerca de cinco litros de água por dia, sendo esse valor, equivalente à apenas um décimo da quantidade média que deveria ser usada diariamente por cada cidadão. Desse modo, os desafios enfrentados pela população carente são dificultados pelo descaso do gerenciamento estatal.
Por conseguinte, é mister que o Estado tome providências para abrandar as situações atuais. Para diminuir o desperdício, é necessário que água de reúso seja implantada em áreas cabíveis nas indústrias e residências. Tal medida deve contar com o apoio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados que obrigue que uma porcentagem proporcional da água utilizada nesses locais seja proveniente das Estações de Tratamento de Esgoto. Para mais, os estabelecimentos públicos devem contar com a água de reúso para todas as descargas sanitárias. . Espera-se, com essa medida que a realidade atual seja convertida.