Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 02/09/2021

“Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. Mediante o pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, compreende-se que, com os meios eficazes, a sociedade brasileira pode superar os desafios relacionados a escassez de água, que são responsáveis por configurar um cenário preocupante. É preciso analisar, pois, a ineficácia governamental e as mudanças climáticas como elementos propulsores do imbróglio.

Diante dessa cenário, é oportuno menciona que o pensador Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso do corpo social. A máxima do pensador, todavia, vai de encontro com o cenário vigente, uma vez que o poder público não direciona um olhar a ações que poderiam resolver a falta de recursos hídricos, como uma melhor distribuição e sistema de saneamento básico. Logo, enquanto as autoriddades forem negligentes, poderá ser observada a persistência da falta de água no Brasil.

Tem-se, ainda, que as questões climáticas influenciam o impasse. De acordo com o filósofo Francis Bacon, “só se pode vencer a natureza obedecendo-lhe”. Nesse sentido, a falta de preocupação dos agentes governamentais para com as mudanças climáticas dificultam cada vez mais o desenvolvimento de uma proposta de resolução, de modo que a situação se agrava mais a cada dia. Logo, nota-se que se faz preciso criar uma medida capaz de combater os impactos dos efeitos climáticos.

Infere-se, portanto, que mudanças são necessárias para que o controle das ações climáticas e a economia de água sejam efetivadas. Os produtores agrícolas devem, então, investir em novas técnicas de irrigação, como a de gotejamento, em que a distribuição de água sobre a plantação é feita pelo derramamento de gotas ao invés de um fluxo constante, a fim de que se evite desperdício. Cabe ao Poder Público a criação de um programa de selos de eficiência hídrica para descargas, chuveiros e torneiras, semelhante ao selo Procel de eficiência energética, para que os cidadãos optem por produtos cada vez mais econômicos e sustentáveis.