Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 30/08/2021

Ao afirmar, em sua cérebre canção “O tempo não para”, o poeta e compositor Cazuza, faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois os impactos da escassez de água no século XXI não é um problema exclusivamente atual, uma vez que acontece desde do hiperconsumo contemporâneo. Desse modo, na contemporâneidade, as dificuldades ainda persistem, seja pelo esvazamento das cidades e falta de emprego.

Sob essa pespectiva, convém enfatizar que o esvazamento está entre umas das principais causas da escassez de água. Naquela época, há desperdício nessa área, como perdas por evaporação ou pelo excesso de água jogada nas plantas e, desse modo, caso medidas não sejam tomadas, o país pode viver uma crise hídrica, como a ocorrida em São Paulo em 2014. Dessa forma, é inacreditável que em pleno século XXI a falta de água teve um impacto na produção de energia provenientes de hidrelétricas.

A falta de emprego é um dos mais fatores que agravam o impasse. Nesse contexto, durante a miséria causada pela falta de água, soma-se à miséria imposta pela influência social representada pela exploração dos ricos proprietários da região. De maneira análoga na atualidade, essa exploração se expressa na indústria da seca. Esse termo remonta ao clientelismo, já que elites regionais manipulam a distribuição de água de acordo com o seu interesse político, comum no Nordeste.

Fica evidente que o esvazamento das cidades e a falta de emprego são prejudicais a escassez de água e que portanto é necessário mudanças. Por isso, o Estado do Governo, a exemplos de Ministério do Meio Ambiente e das Secretarias Municipais crie medidas para solucionar o problema e consequentemente minimizar o esvazamento de água. Feito isso poderá ser usada na refrigeração de equipamentos nas indústrias e em descargas de vaso sanitário nas residências, a fim de minimizar a captação desse recurso na natureza.