Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 02/09/2021
“Por falta d’água perdi meu gado, morreu de sede meu alazão”. Este trecho da canção Asa Branca de Luiz Gonzaga, ela, por sua vez, mostra o cenário de precariedade vivida pelo povo nordestino em relação à falta d’água. Atualmente é possível afirmar que essa é uma situação muito presente não só no nordeste, mas em todo mundo. Tais condições de escassez podem ser explicadas pela má gestão dos recursos hídricos e não, apenas, por meio de requisitos ambientais.
Deve-se sinalar, a princípio, que a incompetência do estado no que fere o direito do saneamento básico, em diversas regiões brasileiras, é um desastre, sendo mostrado pelo mau tratamento da água, falta de canalização e o seu despejo impertinente, como em rios e próximo a casas. em virtude disso, o uso de sua forma não potável gera, sobretudo, estragos ao organismo, ocasionando problemas como a amebíase, tendo como agente etiológico um protozoário que causa complicações ao trato intestinal.
Vale ressaltar, que o uso desmesurado da água é um dificultador, sobretudo, no setor agrário no brasil e no âmbito fabril em grande parte do mundo. Da mesma maneira, isso assenta-se no conceito de “água virtual”, que é a quantidade em litros contida na concepção de um item, no qual, segundo dados do Portal G1 na internet, 14.500 litros são gastos no processo de 1 kg de carne de boi, o que é um desperdício diante da quantidade de carne consumida em todos os dias. Contudo, em regiões com intensa escassez o desenvolvimento econômico e social é prejudicado, pois, toda quantidade obtida, por poços artificiais, ou quando há chuva, nas regiões secas, é utilizado para subsistência.
É notório, então, que a falta de água em certos locais e abundância dessa noutros, somado ao uso errado, atenua as desigualdades sociais. logo, é aconselhável que seja executado uma conferência instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas), reunindo países com impasses nesse âmbito, como o brasil, estados unidos, canadá, china e seja feita uma análise de medidas especificas em cada um conforme sua necessidade, com o firmamento no comprometimento de amenizar o desperdício de água e a garantia ao saneamento básico. Portanto, que ocorra de forma análoga ao Protocolo de Kyoto, no qual nações se comprometeram a recapitular as emissões de poluentes, paulatinamente.