Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 03/09/2021

A água como recurso natural sempre foi presente na história humana, historiógrafos classificam o Antigo Egito, por exemplo, como um presente do Rio Nilo, ou seja, só há vida ou sociedade no local em que existe água. No entanto, o uso de água como recurso mudou muito com o passar do tempo e o que era um recurso hoje em dia é um produto, e quando fala-se em produto a água declina a sua classificação de direito universal e evidencia uma postura de recurso comercial. Dito isto, fica claro que o uso de água no Estado é desproporcional quando se associa o uso residencial ao uso fabril, porém, quem acaba pagando de forma injusta pelos exageros das indústrias são os civis.

Sob esse viés, pode-se alegar uma dificuldade ao assentamento de uma solução, a negligência governamental dos países. Acerca disso, se sabe que muitos países do mundo não têm acesso à água limpa, principalmente países considerados pobres. A prova dessa veracidade que, os governos não tentam fazer nada para diminuir o desperdício de água, afinal, segundo a ONU todos têm direito à água. Como disse Aldou Huxley, os fatos não deixam de existir só porque foram esquecidos. Evidencia a perspectiva a qual as vítimas de tal cenário estão inceridos. Sendo assim, medidas dos governos são necessárias.

Igualmente, o desperdício de água também é um fator de extrema relevância e preocupação para um país, sendo a agricultura um dos principais responsáveis por isso. De acordo com a Agência Nacional de Águas, de cada 100 litros consumidos, 72 são utilizados na irrigação agrícola. Percebe-se, então, que é necessário o desenvolvimento de técnicas mais sofisticadas para evitar o consumo exacerbado e diminuir o esperdício, que afeta o abastecimento de outros setores dependentes de água, como as hidrelétricas responsáveis por mais de 60% da produção energética do Brasil. Segundo o filósofo da Grécia Antiga Tales de Mileto, “A água é o principio de todas as coisa”.

Infere-se, portanto, que mudanças são necessárias para que a economia de água seja efetivada. Os produtores agrícolas devem, então, investir em novas técnicas de irrigação, como a de gotejamento, em que a distribuição de água sobre a plantação é feita pelo derramamento de gotas ao invés de um fluxo constante, a fim de que se evite desperdício. Cabe ao Poder Público a criação de um programa de selos de eficiência hídrica para descargas, chuveiros e torneiras, semelhante ao selo Procel de eficiência energética, para que os cidadãos optem por produtos cada vez mais econômicos.