Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 02/09/2021
A água representa cerca de 70% do nosso corpo e é uma das principais fontes de nossas vidas. Está diretamente enraizado na existência e nas necessidades de sobrevivência dos seres humanos, animais e plantas. Embora o Brasil tenha cerca de 12% da água doce de superfície do mundo, o país também tem algumas áreas-chave onde a escassez, seja devido à má distribuição ou abuso. Não é mais apenas uma ameaça, mas agora também traz inúmeras influências sociais e econômicas. Algumas das principais consequências da carência de água é a baixa produção agrícola e industrial, além da insuficiência de água para consumo próprio.
Primeiramente, com a escassez dos recursos hídricos temos impactos na alimentação e na economia brasileira. Grande parte da economia do país é movimentada pela agropecuária. Além disso a água é um fator essencial para a manutenção da atividade econômica do país. Com o acesso restringido da água, temos um aumento de preço e a falta de alimentos, tanto para a exportação, quanto para o consumo da população interna.
Ademais, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a escassez da água. Nesse sentido, a falta de recursos hídricos prejudica grande parte da população mundial. Segundo Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que 2,2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso à água potável. Nos países em desenvolvimento, esse problema está relacionado a 80% das doenças e mortes. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que a Agências Nacional de Águas (ANA), por intermédio de campanhas, anúncios e multas, conscientize a população dos riscos da falta de água, a fim de melhorar a disponibilidade de água no Brasil, promovendo um mundo melhor. Assim, se consolidará uma sociedade mais ecológica, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.