Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 01/09/2021

A Revolução Industrial ocorrida no século XVIII teve início na Inglaterra, mas se alastrou rapidamente por toda a Europa. Foi um marco histórico para os meios de produção industrial e mecanização da mão de obra. Ao fazer uma analogia com a situação brasileira, percebe-se que tal revolução auxiliou para que houvesse uma maior dependência entre a água e o ser humano. Uma vez que o crescimento do consumo e produção, utilizou da água como o recurso básico em seu processo industrial. Como também, existe a distribuição irregular da água em todas as regiões brasileiras. Assim, é notório problemas tais como: o uso descontrolado da água e a má distribuição desse recurso natural no país.

Em primeiro plano, é importante destacar que os avanços tecnológicos ocorridos no século XXI contribuíram para a progressão da industrialização no país e, posteriormente, para o aumento da escassez da água. Isso porque, com a maior predominância das indústrias e fábricas, há o emprego do recurso hídrico em seu processo de produção para melhor execução dos produtos a serem produzidos, o que torna seu uso constante. Tal pode ser evidenciado por uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria, que releva que no Brasil, a cada segundo, são retirados dos rios 2,3 milhões de litros para uso industrial. Assim, torna-se essencial medidas para contornar essa situação atual.

Entretanto, o descontrole no uso da água não é o único aspecto. Além disso, é evidente que a desigualdade hídrica se torna um auxiliador para sua escassez, uma vez que a disposição na nação é naturalmente irregular, de maneira que as áreas menos povoadas possuem maior concentração desses recursos do que as regiões mais povoadas, como a Região Norte, que segundo o site “Mundo Educação” concentra quase 70% dos mecanismos hídricos nacionais. Com base nisso, de acordo com o cientista Leonardo da Vinci, se tiver que lidar com água, consulte primeiro a experiência, depois a razão. Isso retrata a complexidade na realização de ações vinculadas à água, que traz consigo grandes consequências ambientais e sociais. Dessa maneira, é explícito a contradição entre a prática do ser humano e a afirmação do cientista.

Portanto, surge a necessidade de medidas mais eficazes que venham a amenizar os impactos gerados. Por conseguinte, cabe ao Governo, juntamente com o Ministério da Educação, desenvolverem campanhas e palestras acerca da educação ambiental, por meio de verbas governamentais e parcerias com instituições educacionais, com a utilização das mídias sociais e meios impressos para a divulgação da ação, como também a participação dos educandos e seus respectivos responsáveis legais, a fim de que assim possa haver melhor conscientização da temática no âmbito social e escolar.